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A agroecologia se configura como uma alternativa à agricultura convencional. Por meio desta prática, a produção no campo é aliada com a preservação dos recursos naturais e ecossistemas em geral, de forma a promover o manejo sustentável com a valorização de sistemas orgânicos de cultivo e do conhecimento tradicional dos trabalhadores rurais.
 
Os preceitos defendidos pela agroecologia contemplam a sociobiodiversidade, permitindo o reconhecimento da identidade sociocultural, o fortalecimento da organização social, a comercialização da produção e a garantia dos direitos dos povos e comunidades tradicionais e dos assentados.
 
A reforma agrária, enquanto instrumento de garantia do direito de acesso e permanência na terra aos agricultores, também compreendida como elemento de fomento do desenvolvimento sustentável no meio rural, deve ser implantada considerando práticas responsáveis e democráticas de uso da terra.
 
Os assentamentos criados e atendidos pelo Incra são incentivados a seguir o modelo de produção da agroecologia, com o cuidado e o compromisso de cultivos em sistemas orgânicos que geram benefícios ambientais, sociais e econômicos, tanto para a própria unidade familiar como para o seu entorno.
 
Pela agroecologia, é possível garantir a segurança alimentar, respeitando os recursos naturais. A adoção de estratégias ecologicamente equilibradas é ainda uma busca pela multifuncionalidade da agricultura, ou seja, pelas diversas funções agrícolas que vão além da produção de alimentos – tais como social, política, cultural, ambiental e econômica, dentre outras.
 
Neste sentido, a agroecologia é um importante modelo de desenvolvimento rural, na medida em que busca modificar as formas de produzir alimento a partir da adoção de sistemas sustentáveis. Tendo em vista a necessidade dessa transformação, o Incra vê nesse modelo de prática um instrumento significativo no fortalecimento de uma nova forma de produção.
 
Para a execução desse atual modelo, o Incra estimula a transição da produção do modelo convencional para o orgânico e agroecológico nos assentamentos da reforma agrária por meio das ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), de agroindustrialização com o programa Terra Sol e de educação com o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).

Política pública
 
O Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) é uma política pública do governo federal que dá ênfase às ações incentivadoras da transição agroecológica, da produção orgânica e de base agroecológica, e contribui para o desenvolvimento sustentável, por meio da oferta e consumo de alimentos saudáveis e do uso sustentável dos recursos naturais.
 
O Incra é um dos representantes governamentais da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo), responsável pela elaboração do referido plano. Dentre as diretrizes do Planapo estão a promoção da soberania e segurança alimentar e nutricional, do direito humano à alimentação adequada e saudável com o uso sustentável dos recursos naturais, bem como de sistemas justos e sustentáveis de produção, distribuição e consumo de alimentos e valorização da agrobiodiversidade.
 

 

   
 

 

 

 

 

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