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Incra/BA publica RTID do Território Quilombola Morro Redondo

O Território Quilombola Morro Redondo teve o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) publicado pelo Incra na Bahia, no Diário Oficial da União (DOU), na terça-feira (03). A publicação beneficia as 66 famílias que vivem no território de 5.050 hectares, localizado no município de Seabra, na Chapada Diamantina.

 

MorroRedondoAO RTID do Morro Redondo é o primeiro desse ano e o vigésimo primeiro já publicado na Bahia, desde o início do Programa Brasil Quilombolas. “O relatório reitera a política afirmativa de reparação aos remanescentes de quilombos no estado”, destaca o superintendente regional do Incra/BA, Marcos Nery.

 

A publicação representa o fim deMorroRedondoB uma etapa complexa que visa à titulação comunitária do território. O chefe do Serviço de Regularização de Territórios Quilombolas do Incra/BA, Flávio Assiz, explica que o RTID reúne estudos antropológicos, históricos, mapas descritivos que reconhecem a ocupação ancestral dessas famílias no território.

 

Com o RTID publicado, os proprietários dos imóveis rurais e posseiros, inseridos no Território Quilombola Morro Redondo, serão notificados. Segundo Assiz, após a notificação, há um prazo de 90 dias para que o relatório técnico possa ser contestado.

 

Histórico

 

A região da Chapada Diamantina, que engloba o Território de Morro Redondo, foi foco da exploração mineral de ouro e de pedras preciosas. De acordo com o relatório, no Século 18, escravos africanos da etnia Bantos e Jêjes foram levados para o local para trabalharem no garimpo de diamantes. O documento ressalta que os escravos eram submetidos a tarefas duras, o que resultou em revoltas e fugas.

 

O quilombo de Morro Redondo foi fundado pelo escravo chamado de Timóteo Cardoso que, por volta de 1880, chegou à região junto com Catarina e outros parentes. “Timutinho”, como era conhecido e Catarina tiveram seis filhos. Os primeiros descendentes do território casaram-se entre si.

 

O nome “Morro Redondo” é uma referência a uma serra que existe no quilombo. Atualmente, as famílias plantam variações de milho, mandioca, mamona, café e feijão para sobreviveram.

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