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Incra/MS entrega título definitivo de terra à comunidade quilombola Chácara do Buriti

O auditório do Incra, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, ficou pequeno para caber toda a comunidade quilombola do Chácara do Buriti que veio receber, na sexta-feira (01) o título definitivo de sua terra. Foi a primeira vez que o Incra realizou uma cerimônia desta espécie no Estado. No dia 15 de junho, será a vez da comunidade quilombola São Miguel, em Maracaju, receber o precioso documento. Com o título em mãos, as 87 pessoas que compõem a população da Chácara Buriti têm agora a segurança jurídica necessária para investir em suas terras. “O que aconteceu aqui hoje foi um resgate histórico. Há 124 anos foi assinada a Lei da Abolição da escravatura no Brasil, mas o que veio depois disso foi tão danoso quanto a própria escravatura: os negros foram deixados à mercê da própria sorte, sem nenhuma política de inclusão social ou econômica.”, afirmou Celso Cestari, superintendente do Incra no Estado.

 

O processo histórico de constituição da Comunidade Chácara Buriti começou com vinda de uma comitiva de escravos, em 1904, da região de Mineiros, município de Jataí, em Goiás, para o antigo Mato Grosso uno, em busca de terras para viver e plantar. Na comitiva estavam João Antônio da Silva, fundador da comunidade quilombola chácara do Buriti e a ex-escrava Eva Maria de Jesus (Tia Eva), nascida no município de Jataí no anosuperintendente celso cestari e lucineia gabino exibem ttulo 2 de 1850, suas três filhas, também as ex-escravas, Sebastiana Maria de Jesus, Joana Maria de Jesus e Lazara Maria de Jesus. Duas filhas de Tia Eva estavam acompanhadas de seus respectivos esposos – Jerônimo e Luis da Silva, ambos irmãos.

 

Para Lucinéia de Jesus Domingos Gabinão, bisneta de João Antônio da Silva e líder da comunidade quilombola Chácara do Buriti, a entrega do título se reveste de grande importância, pois é a realização de um sonho. “Agora somos realmente donos de nossa terra e isso significa que podemos morar e produzir com tranquilidade, sem a preocupação de que algum dia poderemos ser retirados daqui”. Segundo Lucinéia, o aumento da área para 44 hectares vai promover o retorno de alguns antigos membros da comunidade que se foram por não existir terra suficiente para todos. “Nossa comunidade vai aumentar o número de pessoas, o que vai favorecer também um aumento na produção”, garante Lucinéia.

 

Os moradores da Chácara do Buriti têm na produção de hortaliças (alface, rúcula, berinjela, cenoura, beterraba, salsinha, cebolinha, coentro, abóbora, mandioca, milho verde) a base de sua renda. Tudo que produzem é comercializado com a Conab, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Por este programa, cada produtor pode comercializar R$ 4.500,00 por ano com a Conab. Em 2011, a comunidade comercializou um total de R$ 107 mil e a perspectiva para 2012 é de R$ 136 mil. Com a expansão da área em mais 14 hectares a comunidade passa a dispor de um total de 44 hectares, o que vai contribuir para o aumento da produção. “Com mais área para plantar e o acesso a créditos bancários, como o Pronaf, as expectativas para os próximos anos é de muita fartura”, concluiu Lucinéia.

Além das comunidades Chácara do Buriti e São Miguel, com os títulos já expedidos pelo Incra, existem na Superintendência da autarquia em Mato Grosso do Sul 14 processos em andamento, que são: Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, em Corguinho/MS; Comunidade Quilombola Furnas do Dionísio, Jaraguari/MS; Comunidade Quilombola Família Cardoso, Nioaque/MS; Comunidade Quilombola Família Quintino, Pedro Gomes/MS; Comunidade Quilombola Família Jarcem, Rio Brilhante/MS; Comunidade Quilombola Família Bispo, Sonora/MS; Comunidade Quilombola Dezidério Felipe de Oliveira (Picadinha), Dourados/MS; Comunidade Quilombola Furnas dos Baianos, Aquidauana/MS; Comunidade Quilombola das Famílias Araújo e Ribeiro, Nioaque/MS; Comunidade Quilombola São Benedito/Tia Eva, Campo Grande/MS; Comunidade Família Ozório, Corumbá/MS; Comunidade Quilombola Ribeirinha Família Romano Martins da Conceição, Nioaque/MS; Comunidade Quilombola Ribeirinha Família Bulhões, Nioaque/MS; Comunidade Família Maria Theodora Gonçalves de Paula, Corumbá/MS; Comunidade Quilombola Ribeirinha Águas do Miranda, em Bonito/MS, e a Comunidade Negra Quilombola Campos Correia, Corumbá/MS.

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