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Ao festejar assentamento, agricultor exibe sistema agroflorestal de produção

Moradores do bairro Chico Mendes, no assentamento Timboré, em Andradina (680 km de São Paulo), comemoraram no último sábado, dia 30, os 20 anos de conquista da terra. A comunidade organizou uma festa com muita música, comida, bebida e leilão de prendas. A data marcante para os assentados é o 19 de abril de 1991, quando acamparam na fazenda.

 

Toda a renda arrecadada na festa vai ser revertida para o término da igreja que está sendo construída pelos assentados. Com as paredes já levantadas, o prédio aguarda recursos para o telhado e acabamento. A obra tem sido bancada com o dinheiro arrecadado em festas e eventos promovidos pela comunidade.

 

De acordo com José Marcelino Cafeo, da comissão organizadora da festa, o público de sábado superou a expectativa. "Veio mais gente do que na festa do Carnaval e na festa do Réveillon, que nós também organizamos", conta. "Esta é a comemoração de 20 anos de muita luta", disse a assentada Luzia Ferraiolo Cafeo, destacando a importância do evento.

 

Diversidade produtiva

 

O assentamento Timboré abriga 176 famílias e foi implantado em 1995. A área está dividida em dois bairros, Chico Mendes e Liberdade. A principal atividade produtiva é a pecuária leiteira, mas alternativas de diversificação estão sendo experimentadas pelos assentados. Cafeo, por exemplo, é um entusiasta dos sistemas agroflorestais (SAF). Há dois anos ele vem desenvolvendo uma agrofloresta em uma área de 1 hectare do lote. Entre as ruas de urucum e café, estão plantadas mais de 120 espécies de árvores nativas e frutíferas.

 

cefeo_SPPerguntado sobre o porquê da opção pela agrofloresta, o assentado enumera vantagens como conservação do solo, preservação de mananciais e diversificação das fontes de renda. Mas também acrescenta outro motivo: "eu quero criar um microclima aqui no lote, mais ameno, pra criar gado jersey e holandês, raças que não se dão bem com o calor", explica.

 

Atualmente, Cafeo já dá palestras sobre SAF para outros assentados e defende a diversidade. "Trabalhar só com gado não é vantagem, você fica refém do preço pago pelos grandes laticínios. Sempre achei a agricultura mais vantajosa. Recentemente, com 400 pés de abóbora eu ganhei R$ 2,6 mil", exemplifica. A experiência que ele está fazendo com a pecuária atualmente é a criação de gado de corte. "Vou vender as primeiras cabeças agora. Fiz um investimento de R$ 9 mil e vou receber R$ 20 mil".

 

Vitória contra a exclusão

 

Cafeo foi um dos líderes do acampamento montado na fazenda Timboré há 20 anos. Na época, ele vivia com a família em um ônibus comprado de um circo que passara pela região. A carcaça do veículo ainda está no lote, como lembrança da luta. Mas hoje a família Cafeo mora em uma casa confortável onde já existe até um cômodo subterrâneo destinado a uma futura adega.

 

"Alguém já disse que a reforma agrária garante, no mínimo, casa, comida e trabalho" - afirma, recordando a frase de José Gomes da Silva, um dos idealizadores do Estatuto da Terra e fundador da Associação Brasileira de Reforma Agrária - "E é verdade. Com a reforma agrária, conseguimos tirar todas essas famílias da exclusão social".

 

 

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