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Assentado paraense foi aluno do fundamental à pós-graduação pelo Pronera


Publicado dia 18/06/2018
Do fundamental à pós-graduação: assentado constrói carreira por meio do Pronera
Crédito: Ascom Incra

 

A trajetória educacional do assentado Cláudio Santos Correia é a personificação dos resultados obtidos nos diversos níveis de ensino por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Hoje educador, ele foi beneficiário da ação desde o ensino fundamental até a pós-graduação.
 
Morador do assentamento Carajás Tamboril, situado a 70 quilômetros de Marabá (PA), Cláudio vislumbrou no Pronera uma chance de mudar de vida por meio da educação. “Eu praticamente tinha abandonado os estudos porque não tinha condições de continuar, já que tinha família e precisava trabalhar. Mas quando fui convidado pensei que poderia ser uma boa oportunidade”, lembra.
 
O assentado iniciou seu percurso apoiado pelo Pronera ainda em 1998 – ano de implantação da ação no país –, quando ingressou na primeira turma criada pelo programa no Estado do Pará. Na ocasião, estudou da 5ª a 8ª séries do antigo segundo grau (equivalente ao 6º ao 9º ano do atual ensino fundamental).
 
Regime intervalar
 
Tomou gosto pelos livros e, entre os anos de 2003 a 2005, foi aluno do curso técnico de Magistério, também pelo Pronera. Em ambos os níveis de ensino estudava em regime intervalar, atuando como monitor e coordenador local junto a projetos de Educação de Jovens e Adultos (EJA) na sua comunidade.
 
Em 2006 foi aprovado para o curso superior de Pedagogia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), em Marabá, depois emancipada para a Universidade do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), tendo se formado em 2011. Nesta época contou que teve dificuldades devido a alguns casos de não aceitação dos alunos oriundos do campo por parte dos universitários da cidade. “Mas resistimos, não baixamos a cabeça e em nenhum momento pensei em desistir”, recorda.
 
Já diplomado, Cláudio iniciou especialização em Educação do Campo pela Unifesspa em 2013. Durante a pós-graduação publicou artigo abordando como se tornou professor na perspectiva dos educadores do campo e também colaborou na construção de uma matriz curricular de experimento para educação básica do campo do 1º ao 5º anos.
 
Fruto
 
Atualmente, Cláudio é gestor da escola municipal Jean Piaget, na zona rural de Marabá, que atende alunos de assentamentos e comunidades rurais. “Costumo dizer que sou fruto do Pronera, se não fosse o programa eu não seria educador, não seria quem eu sou hoje”, considera o assentado.
 
O caminho do educador foi inspiração para o filho, que herdou do pai a vontade de estudar e também a oportunidade de ter acesso à educação com o apoio do Pronera. Aos 20 anos, Rafael Baião Correia é beneficiário do programa como aluno de Licenciatura em Educação do Campo pela Unifesspa.
 
Pronera 20 anos

Cláudio Santos Correia foi um dos participantes do Encontro Nacional dos 20 anos da Educação do Campo e do Pronera, ocorrido entre 12 e 15 de junho, no Centro Comunitário da Universidade de Brasília (UnB), na capital federal, reunindo asseguradores do programa pelo Incra, educadores, educandos, ex-alunos e os mais diversos atores envolvidos na educação do campo ao longo de duas décadas.
 
Executado pelo Incra em parceria com instituições de ensino e com o apoio de movimentos sociais do campo, o Pronera tem como público-alvo jovens e adultos de assentamentos criados e reconhecidos pela autarquia, trabalhadores acampados cadastrados no instituto, quilombolas e beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNFC).
 
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