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Assentados cearenses comercializam caju para estados do Nordeste


Publicado dia 04/10/2019
 
A cajucultura tem se destacado cada vez mais como fonte de renda para os agricultores cearenses. No município de Aracati, litoral leste do Ceará, os moradores do assentamento Porto José Alves investem, desde 2001, na produção do caju anão precoce. Quarenta e quatro famílias ligadas à Associação dos Assentados do Projeto de Assentamento Porto José Alves apostaram no plantio pela variada utilização.
 
“Conseguimos vender a fruta inteira in natura, somente o pedúnculo ou, ainda, a castanha separadamente”, explica o presidente da associação, Francisco de Assis Vieira da Silva.
Segundo ele, o cajueiro da espécie anão precoce, também conhecido como ‘CCP 76’, foi desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e por ser baixo, facilita a colheita manual. Francisco da Silva também ressalta que após o plantio, é preciso esperar quatro anos para que nasçam os primeiros cajus.
 
“Os melhores frutos, ou seja, sem estar furados, moles ou pintados, são vendidos inteiros, com a castanha. Os que caem no chão e estão machucados são comercializados sem a castanha para uma fábrica de polpas, e as castanhas, vendidas principalmente para Serra do Mel, no Rio Grande do Norte”, disse.
 
Comercialização
 
Os cajus de qualidade superior seguem para o Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa/PE), em Recife, além de serem enviados a Maceió (AL), a algumas cidades da Paraíba e para Caruaru (PE). Os caminhões vão até a área de reforma agrária buscar a produção dos assentados. A venda dos ‘cajus de mesa’, como são conhecidos, é feita em caixas que comportam cerca de 25 quilos. Cada uma é comercializada a R$ 20.
 
Os que apresentam algum tipo de avaria, são vendidos para uma fábrica de polpas localizada no município de Aracati. Os cajus são vendidos sem a castanha, em caixas de 20 quilos. O quilo custa R$ 0,35.
 
A expectativa dos assentados é a de que as vendas se aproximem daquelas realizadas no ano passado. “Em 2018, vendemos 51.527 caixas de caju de mesa, cada uma com 25 quilos, e oito mil caixas de caju para polpa”, cita.
 
Créditos
 
As famílias de Porto José Alves já receberam o Crédito Instalação nas modalidades Apoio inicial, Fomento e Semiárido, além de recursos para reforma e aquisição de material de construção. Com isso, puderam se instalar e se estruturar no assentamento.
 
De acordo com o engenheiro agrônomo Ibernon Noronha Lima, que compõe a equipe de técnicos do Leste Jaguaribe e é responsável pelo acompanhamento das ações de desenvolvimento do assentamento, apenas de 2018 até o momento, o Incra/CE pagou R$ 190 mil referentes ao Fomento Mulher. A modalidade é voltada à implantação de projetos produtivos sob responsabilidade da mulher titular do lote, no valor de até R$ 5 mil, em operação única.
 
“A maioria investiu os créditos na produção de caju, com preparo do solo, plantação de mudas, tratos culturais, até a colheita”, disse o agrônomo, ao acrescentar que os assentados também produzem milho, mandioca, criam galinhas, gado, entre outras atividades.
 
Semiárido
 
O assentamento foi criado em 23 de agosto de 1995, em uma área de 1.371 hectares. Atualmente, há 65 famílias na relação de beneficiários da área de reforma agrária. Os agricultores que receberam a modalidade de crédito Semiárido investiram na construção de cisternas de placas, com capacidade de 17 mil litros, para acumular água da chuva.
 
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