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Assentados de Goiás comemoram chegada de luz e construção de casas


Publicado dia 04/12/2017

 

Até o final de dezembro, mais de 900 famílias da reforma agrária em Goiás receberão energia elétrica. A eletrificação chega por meio do programa do Governo Federal Luz para Todos. A execução fica a cargo da Enel Brasil S.A, empresa que adquiriu a Celg-D, e intensificou o trabalho desde agosto com ações distribuídas por todo o estado.

De acordo com o chefe da Divisão de Desenvolvimento do Incra em Goiás e coordenador do Luz para Todos nos assentamentos, Elvis Richard Pires Goularte, em 2017 serão beneficiadas pelo programa 27 áreas da reforma agrária. “A expectativa é que em dois anos seja atendida toda a demanda atual de assentamento por luz elétrica sob a jurisdição do Incra/GO”, relata.

Ele espera que, zerado o passivo, as futuras eletrificações das áreas passem a ser realizadas à medida que o Incra autorizar a ação. Atualmente, dos 307 assentamentos no estado, 242 estão eletrificados. Isto representa 12.838 famílias com acesso à energia.

O impacto no campo é imediato. Cleidimar Ferreira dos Santos, morador do Sítio Córrego da Mulata, no assentamento Vale da Boa Vista, em Caiapônia, conta que o trabalho dele e da esposa, Rosângela Pereira Andrade Santos, para ordenhar cerca de 30 vacas leva em média uma hora e meia pela manhã e à tarde. Antes de terem a ordenha mecânica, a mesma atividade tomava cerca de quatro horas em cada turno. “A gente começava às três da manhã e acabava por volta das 8h30”, lembra.

“A tecnologia, quando bem utilizada, facilita a vida da gente”, diz Santos. Segundo ele, além da economia de tempo, a ordenha feita mecanicamente evita as dores no braço e mãos sentidas após o trabalho diário. Rosângela e Santos vivem da venda do leite. Eles obtêm por volta de 300 litros ao dia.

A intenção do casal é melhorar a alimentação do rebanho e alcançar a produção de cerca de 400 litros por dia a partir do próximo ano. Para isso, Santos quer passar a fabricar silo e fornecer ao gado. Atualmente, a alimentação das vacas é basicamente pasto e ração seca. “Com a luz aqui em casa, posso comprar os equipamentos para fabricar o silo”, planeja.

Dona Maria Rosa Martins e o marido, Gerson Rodrigues Martins, dizem que a energia chegou em boa hora. O casal de assentados do Vale da Boa Vista comercializa hortaliças, ovos, queijos e frango nas feiras de Caiapônia. “Sem luz, não tinha geladeira, então, a gente não podia abater os frangos ou conservar as hortaliças”, relembra Maria. Segundo a camponesa, as primeiras aquisições com a chegada da eletricidade foram a geladeira e um tanquinho para lavar roupa. “Foi uma bênção”, resume sobre a chegada do Luz Para Todos.

Minha Casa Minha Vida Rural

Além da eletricidade, os moradores do Vale da Boa Vista foram beneficiados recentemente pelo Programa Nacional de Habitação Rural (Minha Casa Minha Vida Rural), executado pela Caixa Econômica Federal em parceria com Incra/GO e, no assentamento, pela Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar do Estado de Goiás (Fetaeg). O valor da moradia é de aproximadamente R$ 31 mil.

Segundo dona Maria Martins, a vida vem melhorando muito. “A gente precisa ter paciência, trabalhar e investir na terra porque aí tem sossego”, acredita. Cleidimar dos Santos comenta que as políticas do governo às vezes demoram, mas chegam. “Toda hora que chegar é bem-vinda”, reforça. Sorrindo, acrescenta: “Deus dá as oportunidades, a gente está sabendo aproveitar e vamos tocando a vida”.

A casa padrão do Minha Casa Minha Vida Rural tem 67,3 metros quadrados e é dotada de um sistema simples de esgoto (canteiro bio-séptico, conhecido popularmente como fossa da bananeira) e cisterna para captação de água da chuva com capacidade para 16 mil litros.

O assentamento Vale da Boa Vista está situado na região sudoeste de Goiás, distante cerca de 300 quilômetros da capital, Goiânia. Foi criado em 2009 por meio de uma desapropriação. A área total tem 2,4 mil hectares e abriga 44 famílias de trabalhadores rurais. Neste assentamento, a maior parte da renda advém da produção de leite, vendido a cerca de 90 centavos o litro para dois laticínios da região.

 

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