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Assentados gaúchos projetam comercializar duas toneladas de feijão orgânico


Publicado dia 29/05/2019
 
 
Um grupo de agricultores dos assentamentos Piratini e Rubira / Conquista da Luta, localizados em Piratini (RS), realiza, nesta quarta-feira (29), a V Feira do Feijão Orgânico. A expectativa é comercializar aproximadamente duas toneladas do grão cultivado sem agrotóxicos. O evento ocorre das 10 horas às 17 horas, na praça Inácia Machado, no centro da cidade.
 
Estarão à venda em torno de 60 variedades de feijão, todas com certificação orgânica, produzidas por 14 famílias assentadas. A safra deste ano deve chegar a oito toneladas, plantadas em uma área entre 30 hectares e 40 hectares.
 
Pelo quinto ano consecutivo, a tradicional feira busca divulgar a produção dos assentamentos. “Aproveitamos para demonstrar o produto e esclarecer a sociedade sobre os motivos de se consumir alimento orgânico, mais saudável por causa da sua produção limpa”, declara José Gabriel Venâncio, do assentamento Piratini.
 
A atividade é promovida pela Associação de Produtores Ecológicos do Assentamento Conquista da Liberdade (Apecol) em parceria com outras entidades e integra a programação oficial da Semana dos Alimentos Orgânicos 2019 no Rio Grande do Sul – em consonância com o tema regional: “Alimento Orgânico: Consciência, Vida e Saúde com qualidade do plantio ao prato”.
 
O preço da saúde
 
Além de responder dúvidas dos consumidores, os agricultores expõem o diferenciado catálogo de feijão mantido ao longo dos anos. “Os tipos mais exóticos são os mais procurados, como os coloridos, vermelhos ou brancos”, comenta Venâncio, que planta 30 variedades no lote onde vive.
“Somos procurados por clientes de todo o estado, e até de fora, por conta da diversidade e qualidade. Organizamos o plantio em safra e entressafra, de maneira que temos feijão para vender quase o ano todo”, explica.
 
Os assentados mantêm uma feira semanal em Piratini e um ponto de venda em uma rodovia que, juntos, movimentam em torno de R$ 3 mil por semana.
O preço varia entre R$ 7 e R$ 15 o quilo, conforme as características. De acordo com ele, durante uma exposição agroecológica realizada em São Paulo, no ano passado, o feijão produzido nos assentamentos de Piratini foi comercializado entre R$ 15 e R$ 20 o quilo.
 
Manutenção pela vida
 
A proposta surgiu há cerca de sete anos, quando o grupo iniciou a produção agroecológica em caráter experimental com 18 espécies diferentes de feijão e apoio da Embrapa. Os agricultores foram acompanhados por equipes de assistência técnica contratadas pelo Incra.
 
Atualmente, além dos produtores do grão, 21 famílias assentadas em Piratini se dedicam à produção exclusiva de sementes de feijão, comercializadas por uma rede orgânica.
 

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