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Incra e Embrapa promovem diagnóstico territorial estratégico da região do MATOPIBA


Publicado dia 02/09/2014

Um amplo levantamento de dados geoespaciais sobre clima, bioma, relevo, solos além de séries históricas de imagens de satélites e dados sobre infraestrutura e estrutura fundiária, todos reunidos em uma só base de dados, com possibilidades de interação e cruzamento de informações na região de maior dinâmica agricultura do Brasil e maior fronteira agrícola da atualidade: o MATOPIBA, junção das iniciais dos estados Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

 

O estudo é resultado de uma parceria entre o Incra com a Embrapa para a região que abrange o Tocantins, Sul do Piauí, Leste e Sul do Maranhão e Oeste da Bahia, foi apresentado pelo pesquisador da Embrapa e coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (GITE), pesquisador Evaristo Eduardo de Miranda, na tarde desta terça-feira (02), na sede do Incra em Brasília (DF), para o presidente do órgão, Carlos Guedes e o diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária Richard Torsiano.

 

A apresentação dos resultados e levantamentos preliminares fazem parte do Acordo de Cooperação Técnica entre o Incra e Ministério do Desenvolvimento Agrário com a Embrapa, firmado em 2013. O estudo considerou aspectos ambientais, agrários, agrícolas, infraestrutura e social, que integrarão a base de dados territoriais e, consequentemente, subsidiarão agente públicos e entidades para a produção de análises do contexto agrário, rural e agrícola de processos de governança fundiária.

 

 

A região

MATOPIBA é o acrônimo criado das iniciais dos estados Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e reúne 31 microrregiões do IBGE, onde estão 337 municípios em uma área total de 73 milhões de hectares. Há na região 250 mil estabelecimentos agrícolas ( aproximadamente 28, 8 milhões de há), 46 unidades de conservação (8.334.679 ha), 35 terras indígenas (4.157.189ha) e 781 assentamentos, área quilombolas (3.033.085 ha) além de áreas de conservação ainda em regularização.

 

 

A região foi ocupada primeiramente por pequenos agricultores de subsistência e grandes proprietários de pecuária extensiva. A partir de 1985, as transformações na região se intensificaram com a adaptação da soja para o cerrado do Oeste Baiano, a inserção de agricultura mecanizada e irrigada que hoje avança até o Maranhão, o Piauí e Norte do Tocantins.

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