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Projeto Arte e Cultura na Reforma Agrária celebra 15 anos no Ceará


Publicado dia 26/12/2018
Crédito: Ascom Incra/CE
 
O Projeto Arte e Cultura na Reforma Agrária (Pacra) celebrou 15 anos de existência, dia 17 de dezembro. Representantes de grupos artísticos de áreas de reforma agrária, servidores, colaboradores e ex-estagiários do projeto se reuniram no auditório do Incra no Ceará para celebrar as ações realizadas.
 
Durante o evento, os participantes falaram sobre os benefícios do Pacra para a juventude rural, o desenvolvimento social dos assentamentos e o resgate de manifestações culturais tradicionais.
 
Desde 2003, quando teve início na Superintendência Regional do Incra no Ceará, o Pacra vem apoiando grupos artísticos de áreas rurais de assentamentos cearenses por meio da formação artístico-cultural, do desenvolvimento e circulação de espetáculos teatrais e do acompanhamento e realização de intercâmbios entre artistas assentados e grupos do Ceará e de outros estados.
 
Entre os destaques das ações do Pacra estão a instalação de pontos de cultura em áreas de reforma agrária no Ceará, com destaque para o Pontão de Cultura Terra Viva, Terra de Arte, no assentamento Todos os Santos, em Canindé (CE), além da implantação de uma Escola de Teatro da Terra e da estruturação das Redes de Arte e Cultura na Reforma Agrária e de Audiovisual do Campo (RACA).
 
Juventude
 
Na abertura do encontro, o superintendente do Incra/CE, Marcos Cals, destacou a importância do Pacra para a formação e integração dos jovens aos assentamentos. “O Arte e Cultura é um projeto sério e fundamental, pois a cultura tem o relevante papel de trazer o jovem para interagir dentro do assentamento”, ressaltou.
 
O artista Emanuel Rodrigues lembrou o início do projeto no assentamento Todos os Santos, quando o grupo de teatro local foi mapeado pelo Pacra. “Foi nosso grande presente depois da luta pela terra”, disse, ressaltando a importância da ação no envolvimento dos jovens à rotina da comunidade. “Antes, a perspectiva de um jovem assentado era alimentar a massa de cortadores de cana em São Paulo, mas com o Pacra a juventude começa a se envolver e a se integrar ao assentamento”, ressalta.
 
Para Margarida Rodrigues, do assentamento Santana, em Monsenhor Tabosa (CE), o projeto elevou a autoestima da mocidade, principalmente com a instalação de um Ponto de Cultura na comunidade, a partir do apoio do Pacra. “Com isso foi dada oportunidade para que os jovens também conhecessem outros assentamentos e outros jovens artistas assentados”, disse.
 
Tradição e fortalecimento
 
Os senhores Caboclo e Cosme Ramos, do grupo de reisado do assentamento Ipueira da Vaca, de Canindé (CE), subiram ao palco para relembrar o apoio do projeto no resgate e manutenção de uma manifestação cultural centenária da comunidade, reconhecida em julho deste ano como Tesouro Vivo da cultura cearense. “O Pacra para a gente é como um inverno bom, que traz fartura”, disse Caboclo, acompanhado por um dos repentes do reisado, cantado por Cosme Ramos, em homenagem ao projeto.
 
Já Antonieta Santana, do assentamento Tiracanga, também em Canindé, relembrou como o projeto contribuiu para desenvolver as práticas iniciais de arte até a formação definitiva do grupo de teatro local Raízes da Terra e do Sementinhas da Terra, este formado por crianças artistas da comunidade. “Nós tínhamos uma turma fazendo arte na igreja, mas sentimos necessidade de formar um grupo cultural que falasse da vida do assentamento, foi quando surgiu o Pacra explicando que nossa iniciativa podia ser inserida em um edital cultural”, recorda.
 
Agradecimentos
 
A coordenadora do Arte e Cultura na Reforma e servidora do Incra/CE, Silma Magalhães, rememorou o início do projeto e a contribuição de superintendentes regionais da autarquia, ex-estagiários, colaboradores e artistas dos assentamentos para o sucesso do Pacra. “Depois de 25 anos de Incra e de 15 do Pacra, a importância desse momento é ouvir vocês, o coração de vocês, sentir o sentimento de todos pelo Arte e Cultura na Reforma Agrária”, disse.
 
Silma destacou que um dos principais objetivos do Pacra é tornar realidade o desejo das comunidades na realização de práticas culturais e artísticas nos assentamentos. “Nos meus primeiros dias de Incra, um agricultor disse ‘a gente vive nos lugares mas nada sai dos papéis’, e isso marcou, tornou-se um princípio, antes de estar nos papéis, tem que estar na vida”, afirmou.
 
Participaram do evento, representantes de grupos culturais dos assentamentos cearenses Todos os Santos, Tiracanga, Monte Orebe e Ipueira da Vaca, localizados no município de Canindé; Barra do Feijão, em Tabuleiro do Norte; Santana, em Monsenhor Tabosa; Mucuim, em Arneiroz; Barra do Leme, em Pentecoste; Jucá Grosso, em Morada Nova; e Coqueirinho, em Fortim.
 
Entre os colaboradores, compareceram o poeta e dramaturgo cearense Oswald Barroso; a diretora, pesquisadora e professora de teatro, Herê Aquino; e o integrante do grupo de arte, educação e cultura Bate Palmas, Parahyba. Os ex-superintendentes e servidores do Incra/CE, Francisco Clesson Dias Monte e Raimundo Cruz Pinto também prestigiaram o evento.
 
 
 
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