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Técnicos do Incra debatem inteligência territorial em seminário no Paraná


Publicado dia 10/05/2019
 
O Incra está incorporando o uso de novas tecnologias e de diversas ferramentas em inteligência territorial no gerenciamento fundiário. As iniciativas foram apresentadas durante o IV Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, promovido pela Superintendência do Paraná e pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), durante os dias 9 e 10 de maio, com o tema “Segurança Alimentar e Inteligência Territorial”.
 
Servidores do Incra participaram ativamente do evento, desde a organização e a promoção até a exposição de trabalhos da autarquia no gerenciamento e inteligência da malha fundiária no Brasil. Durante o encontro foram apresentados os diversos programas e parcerias que possibilitam estas ações.
 
O coordenador-geral de Cartografia da Diretoria de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra, Miguel Pedro da Silva Neto, divulgou os programas e trabalhos desenvolvidos pela autarquia no planejamento de ações voltadas para o meio rural. Iniciativas como o Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), o Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), o Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR) e o projeto Incra/ UnB de Governança e Regularização Fundiária.
 
“O instituto desempenha papel estratégico e, por mais que precise de melhorias, é o principal gestor da malha fundiária brasileira, responsável por participar diretamente da formulação e da execução das políticas de gerenciamento territorial”, avaliou Silva Neto.
 
“Como principal agente de gerenciamento da malha fundiária, a autarquia possui importância estratégica para conhecimento do território pelo Estado brasileiro pois, além dos elementos econômicos, há aspectos concernentes à soberania nacional e ao pleno aproveitamento de nossas potencialidades agrícolas enquanto player internacional”, complementa o coordenador.
 
GEIT
 
Durante o evento, foi apresentado ainda o Grupo de Estudos de Inteligência Territorial (GEIT), criado pelo Incra para aprimorar os mecanismos de governança de terras, com o emprego de técnicas de geoprocessamento e de sensoriamento remoto, além do desenvolvimento de metodologias e parâmetros de análise.
 
O coordenador-geral de Desenvolvimento de Projetos de Assentamento do Incra, Miguel Reginaldo Teixeira da Silva, falou sobre as possibilidades que a equipe, conduzida por ele, representa. “O grupo foi criado para definir procedimentos de planejamento e execução de ações territoriais de forma inteligente, usando recursos que temos para facilitar e atuar de forma estratégica”, afirmou.
 
CAR
 
Uma outra ferramenta que auxilia o Incra e demais órgãos no controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas e das demais formas de vegetação nativa é o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Trata-se de um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais, formando base de dados estratégica para planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais.
 
“Com o CAR, os proprietários informam a situação ambiental de seus imóveis, temos informações detalhadas sobre situação das áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal, Uso Restrito, florestas e vegetação nativa e todas as áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do país”, explicou o engenheiro agrônomo da Divisão de Gestão Ambiental da Coordenação-Geral de Meio Ambiente e Recursos Naturais da Diretoria de Obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Assentamento do Incra, Carlos Eduardo Portella Sturm.
 
O evento
 
O IV Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública foi organizado por servidores do Incra no Paraná que estão cursando mestrado institucional em Planejamento e Governança Pública pela UTFPR.
 
Com o tema “Segurança Alimentar e Inteligência Territorial”, o evento teve como objetivo ampliar as discussões sobre as políticas públicas executadas pelo Incra para o gerenciamento territorial e a segurança alimentar do país, tendo em vista que são temas importantes, atuais, interdisciplinares e relevantes para a comunidade acadêmico-profissional.
 
Para um dos organizadores do evento, Ronilson Marques Campos, a necessidade de maior interação entre os atores das cadeias produtivas e das temáticas sociais e agrárias com os formuladores de políticas públicas indica a pertinência de tratar o desenvolvimento agroalimentar em bases territoriais.
 
“A formulação e a implementação de políticas públicas para o desenvolvimento agroalimentar no Brasil têm sido focadas tradicionalmente nas cadeias produtivas e nas categorias de agricultores. Estas abordagens se encontram fragilizadas e trazem poucas contribuições inovadoras aos desafios da atual produção de alimentos, onde a qualidade tem assumido maior destaque e importância”, considerou Campos.
 
 
Assessoria de Comunicação Social do Incra/PR
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