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Assentadas fornecem alimentos em iniciativa binacional de economia solidária

Publicado: Quarta, 03 Junho 2020 13:54 | Última Atualização: Sexta, 19 Junho 2020 21:30
Os produtos comercializados são agroecológicos - Foto: Incra/RS
Os produtos comercializados são agroecológicos - Foto: Incra/RS

A linha de fronteira também proporciona encontros para o Grupo de Economia Solidária Feminista Riveramento, formado por 85 mulheres das cidades gêmeas de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul (Brasil), e Rivera (Uruguai). Entre as participantes, estão moradoras dos assentamentos gaúchos Cerro dos Munhoz e Sepé Tiaraju, que fornecem hortigranjeiros às colegas. 

Antes da pandemia de covid-19, o grupo promovia uma feira semanal no centro santanense, destinada a vender ou trocar produtos variados. Com a necessidade de distanciamento físico, a iniciativa migrou para o universo digital no último mês de abril. 

Desde então, a cada semana as mulheres utilizam as redes sociais para anunciar a produção do período (de artesanato a alimentos) e fazer pedidos. Quarta-feira é dia de entregar e buscar as encomendas no entreposto montado na casa da articuladora da proposta. “Vai mais ou menos um carro daqui”, conta a agricultora Carmem Willes Vedovato, do assentamento Cerro dos Munhoz. 

Ela e outras seis famílias oferecem “o que dá na terra conforme a época”. Além da lavoura de arroz agroecológico, cultivam couve, tempero-verde, rúcula, manjericão, sálvia, mandioca, abóbora, abacate, laranja, bergamota, uva, pera e goiaba. “O que tiver em volta de casa, a gente leva um pouquinho”, brinca a assentada. Compotas e produtos coloniais completam a lista. Até o marmeleiro, que não passava de pé de frutas no quintal, virou fonte de matéria-prima para doces direcionados aos compradores. O retorno ao lote é acompanhado por artigos adquiridos das demais integrantes do grupo. 

Qualidade orgânica 

Com apoio da Emater-RS/Ascar, os assentados aproximaram-se do Organismo de Controle Social (OCS) Agroecológica Pampa, Terra e Fronteira, oficialmente credenciado para atestar a qualidade orgânica da produção. “Sempre trabalhamos com agricultura orgânica e agora queremos que isso fique registrado”, alega Carmem. Ela cita outros dois projetos também já iniciados no assentamento: a implantação de um laticínio e a ampliação do comércio digital. Todos aguardam o fim das restrições sanitárias para serem retomados. 

Até o momento, o volume de alimentos absorvido pelo grupo Riveramento é semelhante às vendas dos agricultores na feira presencial. Mesmo assim, a novidade é vantajosa. Colheita e transporte passaram a atender uma demanda previamente combinada, sem desperdício. 

O Grupo de Economia Solidária Feminista Riveramento é aberto a novos participantes, independente de gênero. Também não é preciso ter produtos para fornecer.

 

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